Ana Raquel Azevedo acompanhou, no terreno, os trabalhos de implementação da rede primária de faixas de gestão de combustíveis, numa ação que contou com a presença de técnicos do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e da Proteção Civil Municipal.
Esta intervenção insere-se na estratégia nacional de prevenção de incêndios rurais e tem como principal objetivo compartimentar territórios florestais extensos de forma a reduzir a intensidade e a velocidade de propagação do fogo e facilitar o combate por parte dos meios terrestres e aéreos.
Os trabalhos desenvolvidos contemplam intervenções mecanizadas e moto-manuais de desmatação, consideradas técnicas mais rápidas, eficazes e económicas de reduzir a carga combustível presente no território.
Na execução da rede primária de faixas de gestão de combustíveis que, em regra, é planeada para grandes áreas florestais, é assegurada a criação de uma estrutura linear de interrupção/gestão de combustíveis assente na rede viária existente onde é executada a eliminação dos matos numa faixa com 126 metros de largura.
Nos primeiros 10 metros adjacentes à rede viária e estabelecida uma faixa de interrupção dos combustíveis, garantindo a descontinuidade necessária à perda de dinâmica do incêndio.
As árvores existentes, sempre que possível, são preservadas segundo critérios de distância pré-estabelecidos, uma vez que a sombra que proporcionam contribui para a redução do crescimento do mato e da continuidade do combustível
Estas ações na rede primária de faixas de gestão de combustíveis são complementadas, no terreno, pela rede de mosaicos de parcelas e pela rede secundária de defesa, vocacionada para a proteção direta de pessoas e bens, nomeadamente junto à rede rodoferroviária, a linhas elétricas de média, alta e muito alta tensão, a polígonos industriais e a aglomerados populacionais.



No terreno, depois de efetuar um périplo pelas serras da Aboboreira e do Marão, a Presidente da Câmara, Ana Raquel Azevedo, sublinhou que “este trabalho é absolutamente essencial para proteger as pessoas e o território”, acrescentando ainda que “investindo na prevenção, cria-se condições no terreno para que os incêndios percam intensidade e para que os meios de combate possam atuar de forma mais eficaz e segura na proteção das pessoas e dos seus bens.”
“É um esforço feito no inverno para estarmos mais preparados no verão”, reforçou a autarca destacando, ainda, a importância da articulação entre entidades, referindo o papel da Proteção Civil, focada na proteção de pessoas e bens, e do ICNF, responsável pela gestão de fogo rural e que tem a seu encargo a Unidade Nacional de Máquinas e os Programas de Sapadores Florestais.
Este planeamento é de elevado relevo em áreas com elevado potencial para desenvolverem incêndios rurais graves, reforçando uma visão integrada de prevenção, conservação da natureza e proteção civil, fundamental para a resiliência do território face aos incêndios rurais.
