A primeira edição do festival “Sons no Jardim” transformou, durante três dias, o Jardim de São Bartolomeu, num espaço de encontro, criação e vivência cultural, em pleno coração da sede do concelho.
Durante o fim de semana, o jardim deixou de ser apenas um lugar de passagem para se afirmar como palco vivo de música, partilha e emoção.
A programação destacou-se pelo seu caráter plural e pela capacidade de cruzar universos sonoros distintos, conduzindo o público por uma viagem que passou pelo blues, pelo fado e pela bossa nova.
Cada dia trouxe uma identidade própria, mas todos partilharam o mesmo espírito de proximidade, autenticidade e uma relação direta entre artistas, espaço e comunidade.
O arranque do festival fez-se ao som do blues, numa noite marcada por um ambiente descontraído e acolhedor, que atraiu públicos de diferentes idades e criou desde logo uma ligação especial com o jardim.
No segundo dia, o fado e a música portuguesa assumiram o centro do palco, dando lugar a momentos de maior intimidade, onde a palavra cantada e a emoção ganharam especial protagonismo.
O encerramento, numa luminosa tarde de domingo, começou de forma festiva com a arruada da Banda da Casa do Povo de Santa Marinha do Zêzere, que percorreu o jardim e envolveu quem ali se encontrava, anunciando que o último dia seria vivido em celebração, com os sons do Brasil, a trazerem a suavidade da bossa nova e da música popular brasileira num registo próximo, delicado e cúmplice com o público.
Estas atuações, marcadas pela sensibilidade e pela entrega, ajudaram a construir uma atmosfera leve e serena, perfeita para uma tarde de verão passada ao ar livre.
À medida que o tempo avançava, o jardim enchia-se de conversas, sorrisos e música, num ambiente onde o ritmo do festival se confundia com o próprio ritmo da comunidade.
Para fechar esta primeira edição em grande, a DJ Amil assumiu o comando dos momentos finais, elevando a energia do espaço com uma seleção musical envolvente que manteve o público ligado até ao último instante.
Realizado pela primeira vez, o “Sons no Jardim” afirma-se como uma nova proposta cultural, valorizando um espaço emblemático da sede do concelho e devolvendo-lhe uma nova centralidade.
Mais do que um festival, foi uma experiência que uniu música, património e pessoas, deixando uma marca clara na memória de quem participou.
Uma estreia marcada pela forte adesão do público e pela diversidade da programação, que abre caminho a futuras edições.





















