Assembleia Municipal Institucional

Município de Baião assinalou o 52.º Aniversário da Revolução de Abril

O Município de Baião comemorou o 52.º Aniversário da Revolução do 25 de Abril de 1974 com um programa institucional que destacou a importância histórica da data e a centralidade dos valores democráticos na vida coletiva.

As iniciativas decorreram no Auditório Municipal e no espaço público, congregando eleitos locais, entidades convidadas e população em geral, num momento de evocação da liberdade e da democracia conquistadas.

A sessão comemorativa teve início com o hastear da bandeira nacional, solenemente acompanhado pela execução do Hino Nacional pela Banda Marcial de Ancede.

Seguiram-se as intervenções institucionais, que sublinharam o significado permanente do 25 de Abril enquanto marco fundador da democracia portuguesa, bem como o papel determinante do poder local na afirmação dos direitos fundamentais, da participação cívica e da coesão social.


RUA DE CAMÕES FOI CENÁRIO DE LIBERDADE E PLURALIDADE

Integrada no programa, realizou-se uma iniciativa inédita de descida da Rua de Camões, artéria central da sede do concelho, assumindo um forte simbolismo institucional.

Este percurso estabeleceu a ligação entre o Auditório Municipal, local das comemorações, e os Paços do Concelho, enquanto sede do poder autárquico democraticamente eleito, traduzindo de forma simbólica a proximidade entre os cidadãos e as instituições.

Ao longo do trajeto, procedeu-se à distribuição de cravos à população, gesto emblemático que evocou a Revolução de Abril e promoveu o envolvimento cívico no espaço público, reforçando a vivência coletiva dos valores da liberdade, da democracia e da participação.

O programa comemorativo encerrou na Praça Heróis do Ultramar, com nova atuação da Banda Marcial de Ancede, contribuindo para a valorização cultural da cerimónia e para a preservação da memória histórica associada ao 25 de Abril.


INTERVENÇÕES POLÍTICAS REFORÇARAM VALORES DEMOCRÁTICOS

As comemorações do 25 de Abril em Baião foram marcadas por um momento de particular relevância institucional e histórica, ao reunirem, pela primeira vez em sessão solene, quatro forças políticas com representação na Assembleia Municipal, nomeadamente, Partido Social Democrata, Partido Socialista, Centro Democrático Social – Partido Popular e Partido Chega.

Esta pluralidade traduziu de forma clara a maturidade do sistema democrático local, refletindo os valores de liberdade, representação e diversidade política consagrados pela Revolução de Abril.

Na sua intervenção, a Presidente da Câmara Municipal, Ana Raquel Azevedo, evocou dois momentos decisivos do poder local no concelho, ambos ligados ao processo democrático iniciado em 1974, nomeadamente a reunião de Câmara de 26 de abril de 1974, realizada no dia seguinte à Revolução, marcada pela incerteza do momento histórico mas também pela consciência de uma mudança profunda no país e a primeira reunião da Câmara Municipal democraticamente eleita, após as primeiras eleições autárquicas livres, simbolizando a transformação da legitimidade e do exercício do poder local.

A autarca recordou ainda que, antes do 25 de Abril, “no poder local, como no resto do país, não havia democracia”,sendo os responsáveis nomeados e não escolhidos pelas populações, realidade que a Revolução dos Cravos veio alterar de forma decisiva, ao “transformar o país não de forma abstrata, mas de forma concreta, devolvendo a palavra, a escolha e a liberdade às pessoas.”

Referindo‑se ao período de transição, sublinhou que se viveu “um tempo de aprendizagem da liberdade, da responsabilidade e da própria democracia”, exercida de forma particularmente visível no plano local.

Esse percurso consolidou‑se com as primeiras eleições autárquicas livres, quando “o poder deixa de ser nomeado e passa a ser legitimado pelo voto, passando a Câmara Municipal a ser “a expressão plena da vontade popular, afirmando‑se “o poder local como o nível de governação onde os valores de Abril ganharam forma concreta e proximidade às populações, permitindo transformar profundamente Baião ao longo das últimas décadas.”

As comemorações ficaram igualmente marcadas pelas intervenções dos representantes das forças políticas com assento na Assembleia Municipal, traduzindo o pluralismo democrático que caracteriza o poder local e o espírito do 25 de Abril.

 Armando Fonseca, Presidente da Assembleia Municipal de Baião, afirmou que a celebração do 25 de Abril representa “a data que devolveu a liberdade ao povo português e abriu caminho à construção da nossa democracia, uma herança viva feita de coragem, de luta, de persistência e de um profundo compromisso com a dignidade humana”.

Miguel Dinis Correia, líder da bancada do Partido Social Democrata, destacou o 25 de Abril como “o primeiro dia da construção da nossa democracia”, sublinhando que esta data simboliza o momento em que se pôs termo “a um regime de repressão, censura e ausência de liberdade, abrindo caminho à conquista de direitos, garantias e à participação cívica.”

Em representação do Partido Socialista, Paulo Ferraz sublinhou o 25 de Abril como “uma das datas mais luminosas da nossa história coletiva”, associada ao momento em que “um povo inteiro recuperou a sua voz, a sua dignidade e a sua capacidade de escolher o seu próprio caminho” e destacou o carácter transformador da Revolução de Abril enquanto “uma profunda transformação social, política e cultural”.

Alexandre Cabral Campelo, porta‑voz do Centro Democrático Social – Partido Popular, considerou o 25 de Abril “uma data incontornável da história moderna de Portugal, salientando o fim de um regime autoritário e a abertura de um caminho para “uma sociedade mais justa, mais equitativa e com mais oportunidades.

Por sua vez, Susana Amorim, representante do Partido Chega, referiu o 25 de Abril como “o momento decisivo da nossa história que devolveu a liberdade ao povo português”, defendendo que esta data “pertence a todos os portugueses e não deve ser apropriada por visões ideológicas exclusivas”.

Nas comemorações estiveram presentes o Executivo Municipal, Vereadores, Deputados Municipais, representantes das Juntas de Freguesia e antigos autarcas.

Destacou-se igualmente a participação de uma delegação de Cormeilles‑en‑Parisis, cidade francesa geminada com Baião, chefiada pelo Presidente da Câmara, Yannick Boëdec, testemunhando a dimensão internacional dos valores de liberdade, democracia e cooperação entre comunidades.

Com esta celebração, o Município de Baião reafirmou o seu compromisso com a preservação da memória coletiva do 25 de Abril e com a defesa intransigente da democracia enquanto património comum, homenagem permanente a todos quantos contribuíram para a construção de um Portugal livre, plural e democrático.

Pode ver as intervenções na íntegra aqui:

Ana Raquel Azevedo

Armando Fonseca

Miguel Dinis Correia

Paulo Ferraz

Alexandre Campelo

Susana Amorim

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