A Biblioteca Municipal António Mota acolheu, entre os meses de fevereiro e maio, o projeto piloto “Aula Aberta na Biblioteca”, uma iniciativa desenvolvida em articulação com o Agrupamento de Escolas de Vale de Ovil que permitiu a dezenas de alunos do 1.º ciclo descobrir a biblioteca enquanto espaço de aprendizagem, criatividade e contacto com os livros.
Ao longo de várias sessões, diferentes turmas participaram em atividades concebidas para estimular a leitura, a escrita, a pesquisa, a imaginação e o pensamento crítico, num contexto diferente da sala de aula tradicional. O projeto procurou reforçar a ligação entre a escola e a biblioteca, promovendo a utilização deste equipamento cultural como espaço complementar de aprendizagem.
Uma das atividades que mais entusiasmo gerou entre os participantes foi uma caça ao tesouro que levou os alunos a explorar os diferentes espaços da biblioteca, descobrindo os seus recursos, serviços e áreas funcionais de forma lúdica e participativa. As sessões incluíram ainda atividades manuais, momentos de leitura e dinâmicas de grupo que incentivaram a criatividade e o gosto pelos livros.
Em algumas das visitas, os alunos requisitaram obras para leitura em casa e, no regresso à biblioteca, surpreenderam com pequenas dramatizações inspiradas nas histórias lidas, demonstrando a apropriação dos conteúdos e o envolvimento gerado pelo projeto.
Entre os momentos de maior destaque esteve a participação do escritor Rodrigo Vieira Dias, então residente na Residência Literária da Fundação Eça de Queiroz, que dinamizou uma sessão criativa inspirada no livro A Fénix e o Unicórnio, obra da sua autoria escrita em coautoria com Bernardo Carvalho. A partir do universo imaginativo da obra, os alunos foram desafiados a combinar elementos do mundo animal e vegetal para criar personagens originais, dando origem a figuras tão inesperadas quanto divertidas e a histórias construídas pelos próprios participantes.
Os participantes tiveram ainda oportunidade de visitar a exposição “Delicadezas”, da artista Ana Barbosa, patente na Biblioteca Municipal António Mota entre março e maio. A mostra convidava à valorização dos pequenos gestos do quotidiano, das memórias e dos saberes transmitidos entre gerações, proporcionando às crianças uma experiência de contacto com diferentes formas de expressão artística.
Para além das atividades desenvolvidas, o projeto produziu efeitos que ultrapassaram o espaço da biblioteca. Muitos dos alunos que participaram nas sessões não conheciam anteriormente este equipamento cultural e, após a experiência, manifestaram interesse em regressar com as suas famílias. Em vários casos, os próprios encarregados de educação acabaram por se inscrever como leitores, alargando o impacto da iniciativa à comunidade.
A vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Baião, Olívia Mendes, considera que ” este projeto demonstrou que a biblioteca pode assumir um papel ainda mais próximo das crianças e das famílias, despertando o gosto pela leitura e criando hábitos de utilização de um espaço que é de todos. Os resultados obtidos nesta fase piloto mostram-nos que estamos perante uma iniciativa com potencial para crescer e continuar a aproximar a comunidade dos livros e da cultura“.









