O Município de Baião procedeu, esta semana, a uma operação de limpeza nas imediações da Estação de Transferência e Ecocentro de Amarelhe, onde se encontrava acumulada uma quantidade muito significativa de resíduos depositados ilegalmente.
A intervenção permitiu retirar nove contentores de resíduos, cerca de 36 mil quilos de lixo, entre resíduos de construção e demolição, mobiliário, têxteis, plásticos, cartão e outros materiais, numa situação que, pela sua dimensão, representa um grave problema ambiental e obrigou à mobilização de meios humanos e materiais para devolver ao espaço as devidas condições de limpeza.
A situação assume particular gravidade pelo facto de os resíduos terem sido abandonados junto ao próprio Ecocentro de Amarelhe, uma infraestrutura destinada precisamente à sua correta receção e encaminhamento. Os munícipes podem utilizar gratuitamente o Ecocentro para entregar resíduos urbanos, nomeadamente aqueles que, pela sua dimensão, quantidade ou características, não podem ser depositados nos equipamentos de recolha seletiva existentes na via pública. A entrega deve, contudo, ser feita no interior da infraestrutura, de forma separada e nos locais destinados a cada tipo de resíduo, cumprindo as regras de deposição estabelecidas pela RESINORTE.
A Presidente da Câmara Municipal de Baião, Ana Raquel Azevedo, considera a situação inaceitável e apela à responsabilidade de todos na preservação do território.
“Estamos perante um verdadeiro descalabro ambiental. Esta semana foram retirados deste local nove contentores de resíduos que nunca deveriam ter sido ali abandonados. Além das consequências para o ambiente e para a imagem do nosso concelho, são comportamentos que obrigam a mobilizar meios humanos, equipamentos e recursos públicos para resolver uma situação perfeitamente evitável”, afirma.
A autarca recorda ainda que existem diferentes soluções para o correto encaminhamento dos resíduos.
“É incompreensível que se abandonem resíduos desta forma precisamente junto ao Ecocentro de Amarelhe. Os munícipes podem entregar aqui os resíduos que são admitidos, cumprindo as regras estabelecidas, e o Município disponibiliza também serviços gratuitos de recolha para diferentes tipos de resíduos. Existem soluções ao dispor da população e não há qualquer justificação para comportamentos desta natureza”, sublinha Ana Raquel Azevedo.
Município disponibiliza alternativas gratuitas
O Município de Baião dispõe de um serviço gratuito de recolha de monstros domésticos, que abrange resíduos volumosos como sofás, colchões, mobiliário e eletrodomésticos, mediante pedido prévio. Estes resíduos podem também ser entregues no Ecocentro de Amarelhe, respeitando as respetivas condições de receção.
Também os resíduos de construção e demolição provenientes de pequenas reparações domésticas, nas condições previstas para este serviço, podem ser recolhidos gratuitamente pelo Município. Para o efeito, é disponibilizado um saco com capacidade de um metro cúbico, destinado a materiais como betão, tijolos, ladrilhos, telhas e materiais cerâmicos.
A autarquia assegura ainda a recolha gratuita de resíduos verdes, nomeadamente relva, pequenos ramos, folhas e aparas de plantas, existindo igualmente a possibilidade de recurso à compostagem doméstica.
Os pedidos para estes serviços podem ser efetuados junto do Município, através dos canais de atendimento disponíveis, incluindo o telefone 255 540 500 e o endereço geral@cm-baiao.pt.
Na sequência da situação agora detetada, será também reforçada a sinalização no local, alertando expressamente para a proibição da deposição ilegal de resíduos. O Município solicitará ainda à GNR o reforço do patrulhamento naquela zona, procurando prevenir e dissuadir a repetição deste tipo de comportamento.




