Baião iniciou a implementação local da Iniciativa “Gulbenkian Aprender”, um programa da Fundação Calouste Gulbenkian que pretende promover a equidade educativa e apoiar alunos do 5.º ao 12.º ano com elevado potencial académico, mas provenientes de contextos socioeconómicos vulneráveis.
A iniciativa integra um projeto piloto em toda a região do Tâmega e Sousa, envolvendo 11 municípios e 38 agrupamentos de escolas, num investimento de 3,4 milhões de euros.
A apresentação formal do projeto para toda a região do Tâmega e Sousa, realizou-se no dia 24 de fevereiro, em Penafiel e contou com a presença da Presidente da Câmara Municipal de Baião, Ana Raquel Azevedo, que sublinhou que “a implementação deste programa em Baião traduz, de forma muito clara, a importância de unir esforços em torno de um objetivo comum:
Garantir que as crianças e os jovens baionenses têm acesso às mesmas oportunidades, às mesmas condições de aprendizagem e às mesmas possibilidades de futuro que qualquer outro aluno do país.
Este programa representa um compromisso coletivo – do município, das escolas, das famílias e de todos os parceiros envolvidos – para que nenhum talento baionense fique para trás e para que cada aluno possa desenvolver o seu potencial sem que a sua condição socioeconómica seja um obstáculo às suas aspirações.”






Como funciona o programa em Baião
A execução local é assegurada por uma equipa dedicada aos alunos e decorre no âmbito de um consórcio municipal que junta município, escolas, Instituto Empresarial do Tâmega (IET), organizações sociais e empresas.
O IET assume também a coordenação regional e gere os contratos celebrados com cada família.
Os alunos apoiados recebem cinco tipos de intervenção complementares:
• Aprofundamento educativo através do Clube de Matemática, Clube de Leitura e Escrita e aulas online de Inglês com o British Council.
• Mentoria semanal para alunos do básico e mensal com mentores da comunidade no secundário.
• Enriquecimento social e cultural com campos de férias, intercâmbios e um bootcamp anual na Fundação Gulbenkian, em Lisboa.
• Apoio financeiro através de uma bolsa anual até 1200 euros para despesas escolares, de saúde e cultura, com gestão e validação do IET.
• Parentalidade positiva: sessões de capacitação para encarregados de educação.
Além do apoio direto ao aluno, a estrutura assegura contacto regular com famílias e escolas, garantindo acompanhamento próximo de assiduidade, necessidades e evolução trimestral.




Um esforço regional conjunto
A iniciativa conta com parceiros nacionais como a Associação Portuguesa de Matemática, Sociedade Portuguesa de Matemática, British Council, Class of Wonders, Knowledgehook e Associação para o Voluntariado na Leitura, bem como o apoio da Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa.
O programa pretende garantir que o percurso educativo dos jovens depende do seu talento e empenho — e não das condições socioeconómicas de origem — contribuindo para escolhas livres, informadas e com impacto nas comunidades onde vivem.
