A Biblioteca Municipal António Mota recebeu, hoje, a iniciativa “Serra da Aboboreira: Laboratório Vivo”, promovida pela Associação de Municípios do Douro e Tâmega (AMDT), pela Associação BIOPOLIS-CIBIO e pela Município de Baião.
Esta iniciativa, que é um caso de estudo a nível nacional e europeu, teve como objetivo apresentar projetos e ações práticas que reforçam o papel da Serra da Aboboreira como um território de inovação, participação e monitorização ambiental.
A sessão iniciou com o discurso de boas‑vindas da Presidente da Câmara Municipal de Baião, Ana Raquel Azevedo, que sublinhou a importância da Serra da Aboboreira para o concelho, afirmando tratar‑se de “um dos patrimónios naturais mais valiosos do nosso território e, por isso, devemos continuar a trabalhar com ciência, inovação e participação ativa da comunidade.”
A autarca acrescentou ainda que “a criação deste ‘Laboratório Vivo’ reforça o compromisso de Baião com a proteção da paisagem, com a sustentabilidade e com a gestão responsável dos nossos recursos naturais.
Através destas parcerias, estamos a garantir que a Serra continua a ser um exemplo de equilíbrio entre conservação, conhecimento e desenvolvimento.”











Em seguida foi apresentado o projeto europeu OneSTOP e a ferramenta CamALIEN, pela Associação BIOPOLIS-CIBIO.
Posteriormente, foram dados a conhecer os trabalhos em curso no âmbito do Projeto AlienSMART, sublinhando a importância da Serra da Aboboreira enquanto ‘Laboratório Vivo’, com a participação essencial da AMDT, representada por Ricardo Magalhães, Secretário-Geral desta entidade supramunicipal.
A sessão integrou ainda um exercício interativo de seleção de espécies invasoras, orientado pela equipa BIOPOLIS-CIBIO, que permitiu aos participantes compreender de forma prática os desafios e as prioridades no combate a esta fauna e flora agressiva que provoca vulnerabilidades neste ecossistema.
Nesta fase, foram igualmente explorados, de forma interativa, os múltiplos benefícios que a natureza da Serra da Aboboreira proporciona, permitindo aos participantes refletir sobre o valor ecológico, cultural e paisagístico deste território e compreender de que modo estes recursos sustentam a biodiversidade, o bem‑estar das comunidades e a preservação do património natural.
Foi também apresentada a aplicação tecnológica para apoio à monitorização no terreno, denominada CamALIEN, que integra uma câmara que é montada em veículos e que capta imagens georreferenciadas em alta velocidade e usa inteligência artificial para anonimizar e processar dados, sendo especialmente usada para detetar espécies invasoras, lixo e fauna atropelada.
