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BAIONENSES FORAM PROTAGONISTAS DA RECRIAÇÃO HISTÓRICA

2017/06/13

Realizou-se a 10 e 11 de junho a quinta edição da Recriação Histórica de Baião, que teve como protagonista D. Afonso Lopes de Baião, um senhor nobre nascido em 1210, filho primogénito do senhor das Terras de Bayam, que integrou a corte do rei D. Afonso III.

Foi de um modo divertido, criativo e apaixonado que dezenas de baionenses deram vida ao evento que se celebrou nas imediações dos Jardins Dr. Teixeira da Silva e S. Bartolomeu e na entrada da Av. 25 de Abril.

Fizeram-no apresentando teatros que retratavam o modo como se vivia naquela época: desde a forma como eram "arranjados" os casamentos, à opressão que o povo sofria por parte dos senhores ou ao escrutínio que era feito pelos representantes do rei à governação das terras.

Muitas associações do concelho animaram também o evento através da dinamização de "barraquinhas" de alimentação, ajudando à criação de um ambiente onde os dizeres, os aromas e os produtos remetiam para um imaginário rico e baseado na nossa história.

Naqueles dias Baião foi visitado, entre muitos outras "personagens", por músicos do Reino de Granada e bailias mouriscas, por emissários de D. Afonso III, por duendes travessos, tocadores de tambores e bombos, soldados com imponentes espadas, trovadores do credo Sefardita e Cristão e pelas lavadeiras que já se tornaram presenças habituais.

No encerramento da iniciativa o presidente da Câmara Municipal de Baião, Paulo Pereira, saudou todas as pessoas que tornaram o evento possível. "Queria deixar uma palavra de apreço a esta grande equipa formada pelos colaboradores do município, da empresa Cryseia pelo apoio que nos deu e muito em especial a todos os baionenses que deram o melhor de si nos teatros e nas animações que aqui pudemos ver. Vê-se que estão cansados, mas satisfeitos e quando damos o nosso melhor seja em que atividade for, resta-nos ficarmos satisfeitos", referiu o autarca, acompanhado pelos vereadores Anabela Cardoso e José Lima.

Anabela Cardoso, responsável pelo pelouro da Cultura, disse ser "gratificante" ver o modo como os baionenses participam no evento. "Se observarmos a relação que se cria na nossa comunidade entre as pessoas, nomeadamente entre os mais jovens e os mais velhos, percebemos que estamos perante muito mais do que a apresentação de peças de teatro. As pessoas vivem intensamente a história do concelho e isso reforça a coesão, a amizade e a ligação que existe entre os participantes e o modo como sentem a pertença a Baião", notou.

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