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RIOS DE BAIÃO REPOVOADOS COM 17 MIL TRUTAS DESDE 2010

2017/06/05

Foi grande a alegria e a satisfação de meia centena de jovens alunos do concelho de Baião, que a 05 de junho, no Dia do Ambiente, arregaçaram as mangas, molharam os pés e participaram no repovoamento dos rios Teixeira e Ovil com trutas.

Foram 4000 as novas trutas da espécie "Fário" que naquele dia encontraram abrigo nas águas límpidas e frescas dos rios baionenses. Ao todo, desde 2010, aqueles dois cursos de água foram repovoados com 17 mil peixes daquela espécie autóctone.

"Estas ações são muito importantes para repor a fauna dos nossos rios e assim preservar a biodiversidade e o equilíbrio ambiental do nosso concelho. Por esta via estamos também a contribuir para a sensibilização dos nossos jovens para estas temáticas, o que acaba por ter uma influência positiva também junto das suas famílias", contextualizou a vereadora da Câmara Municipal Anabela Cardoso, presente numa das ações de repovoamento.

PARTICIPAR NO REPOVOAMENTO

O repovoamento foi feito com o apoio de um colaborador do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), mas teve o envolvimento dos jovens estudantes, repartidos desde o 1º ao 3º ciclo de escolaridade. Alguns quiseram mesmo ser eles a inserir as trutas nos rios. Outros foram molhar os pés e tentar descobrir para onde iam as trutas.

"Gostei muito de participar nesta atividade. Repovoar o rio é bom para o nosso ambiente, porque o rio deve estar habitado. Vou voltar cá com os meus pais", referiu Sofia Pinto Borges, de 9 anos, moradora em Campelo.

Já Fabiana Correia, que vive no Lameirão (Gove) gostou de ver as trutas a nadar. "O meu tio costuma ir à pesca, mas nunca fui com ele. Mas gostei de vir aqui porque este sítio é bonito e assim o rio ganha mais vida"

... E TAMBÉM APRENDER

Marcaram ainda presença na sessão vários autarcas de freguesia, como os presidentes da União de Freguesia de Ancede e Ribadouro, Daniel Guedes, de Campelo e Ovil, Filipe Fonseca e do presidente da Junta de Freguesia do Gove, Paulo Eurico.

A ação foi complementada com uma pequena apresentação por parte da colaboradora do pelouro do Ambiente da autarquia, Luísa Borges. Através dela os alunos aprenderam que o equilíbrio dos ecossistemas do rio depende de vários fatores. As árvores e a vegetação ribeirinha oferecem "abrigo" para os peixes através da sombra e das suas raízes. E em simultâneo as suas folhas servem de nutrientes para os macroinvetebrados que habitam as zonas ribeirinhas. A presença de alguns destes insetos aquáticos é um sinal de boa qualidade ambiental dos rios. É o caso da mosca de água (tricóptero), que depois serve também de alimento aos peixes.

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