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VISITAS ESCOLARES AO PATRIMÓNIO CULTURAL DO CONCELHO DE BAIÃO.

2017/07/11

No âmbito do projeto educativo concelhio, a Câmara Municipal de Baião, através dos serviços educativos do museu municipal promoveu uma série de visitas e atividades a alguns elementos patrimoniais mais relevantes, ou realizando sessões sobre tantos outros.
As visitas escolares continuaram a realizar-se ao Mosteiro de Santo André de Ancede, à Fundação Eça de Queiroz, à Igreja de Tresouras, aos artesãos das cestas de giesta piorna e das bengalas de Gestaçô, ao Núcleo de Arqueologia do Museu Municipal e ao conjunto megalítico da Serra da Aboboreira.
Sempre que possível, os serviços educativos vão introduzindo algumas novidades: desvendando mais um pouco a história do Mosteiro há medida dos avanços nos estudos científicos aí realizados, ou propondo novas atividades, procurando captar a atenção dos nossos professores e estudantes.
Este ano, a visita ao mosteiro de Ancede teve a particularidade de ser realizada através de algumas personagens históricas como D. Vasco Martins, abade responsável pelo arrendamento de casas na ribeira de Gaia 2m 1374, em nomo do Mosteiro, o que lhe garante posteriormente o estatuto de vizinho da cidade do Porto; Joos can Cleeve, pintor flamengo e autor do tríptico que se encontra na sacristia da Igreja de Ancede que data de 1530; D. Catarina da Áustria que em 1560 solicita ao Papa a autorização para que o Convento de S. Domingos de Lisboa anexe o Mosteiro de Santo André de Ancede; frade Dominicano que explica os retábulos da capela do Senhor do Bom Despacho; e por José Henriques Soares Ancede, 1º barão de Ancede, proprietário e capitalista do Porto que adquire o Mosteiro aquando da sua venda em hasta pública em 1834.
A visita ao conjunto megalítico da Serra da Aboboreira, para além da atividade da recriação da deposição de corpo e de oferendas no interior do dólmen, permitiu ainda a realização de algumas atividades paralelas de ar livre como a construção de pequenos vasos cerâmicos com decoração pré-histórica, de colares e pulseiras e o tiro ao arco.
Professores e alunos selecionaram ainda a realização de sessões sobre o conto "A Civilização" de Eça de Queiroz, através do qual se reforça a aprendizagem sobre as grandes invenções do séc. XIX, e permite explorar a temática da grande diferença que se fazia sentir à época entre o modo de vida nas grandes cidades e nas aldeias de interior.
Os alunos do pré-escolar do concelho de Baião, na sua maioria, escolheram ainda a oficina da Broa, tendo experimentado a textura das farinhas e amassando a massa com as suas próprias mãos. Enquanto fermentava e cozia, ficava-se a saber um pouco mais sobre o funcionamento do moinho, terminado com uma simulação de um moinho humano através de um jogo corporal. A broa cozida na patusca em sala de aula ou no forno a lenha na casa de Chavães foi por fim saboreada por todos.

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