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COOPERAÇÃO É CHAVE PARA CRESCIMENTO DAS EMPRESAS NO EXTERIOR

2017/01/26

Ajudar as empresas de Baião e da região a levarem os seus produtos mais longe e a conquistarem novos mercados e clientes foi o grande objetivo do encontro "Oportunidades de Investimento na Diáspora", que juntou no concelho baionense os Secretários de Estado da Internacionalização e das Comunidades Portuguesas e mais de 50 empresários de cariz exportador e dirigentes das associações empresariais da região. A iniciativa foi organizada em conjunto pela Câmara Municipal de Baião e pela Associação Empresarial de Baião.

"É importante que todos juntos - empresários, autarcas e governantes - possamos refletir em conjunto sobre a melhor forma de ajudarmos as empresas a crescer e a conquistar novos mercados. Desta forma estamos a fazer o melhor pelo nosso país e pelos nossos cidadãos, porque empresas mais fortes significam mais e melhores empregos", observou o presidente da Câmara Municipal de Baião, Paulo Pereira, no evento realizado no Douro Royal Valley Hotel, em Ribadouro.

O autarca desafiou ainda os empresários presentes a olharem para Baião como um espaço para receber investimento. "Dispomos de uma ambiência favorável para o investimento que é traduzida, por exemplo, na dimensão fiscal, já que não lançamos derrama, mas também na edução e formação, por via da articulação que é feita com as entidades do sector do emprego e formação ou, ainda, nas medidas de redução da burocracia para quem quer investir, como o projeto Via Verde Investidor", elencou Paulo Pereira, que lembrou o objetivo camarário de ampliação da Zona Industrial de Campelo a breve prazo.

BAIÃO É UM EXEMPLO DE PARCERIA

O presidente da Associação Empresarial de Baião, Paulo Portela, também focou a necessidade do trabalho conjunto e da união. "O que pedimos ao Governo é que dê aos empresários a oportunidade de dar a conhecer os nossos problemas para que possamos continuar a levar o nome do país e da região bem longe e assim fazer a nossa economia ir para a frente". Paulo Portela destacou ainda a parceria existente em Baião entre a autarquia e a associação empresarial. "Gostava que nos concelhos aqui à volta se passasse o mesmo que se passa em Baião. Aqui, o poder político sabe dar o protagonismo à associação quando é devido e a associação empresarial sabe estar ao lado do poder político sempre que é importante colaborar", focou.

DIPLOMACIA AO DISPOR DOS EMPRESÁRIOS

O antigo autarca baionense e agora responsável pela pasta das Comunidades Portuguesas no Governo, José Luís Carneiro, divulgou junto da plateia o Gabinete de Apoio ao Investidor da Diáspora (GAID) e os Gabinetes de Apoio ao Emigrante: a primeira estrutura visa dar apoio a quem pretende investir no estrangeiro ou a quem estando no estrangeiro pretende investir em Portugal. Os Gabinetes de Apoio ao Emigrante (GAE) são "células" situadas em vários municípios e que fazem a articulação com o GAID, permitindo um contacto mais próximo com os empresários que queiram obter informação sobre como investir no estrangeiro, ou uma resolução mais fácil dos problemas dos cidadãos emigrantes.

José Luís Carneiro lembrou o enorme potencial de parceria e de captação de investimento que os portugueses na diáspora possuem e que recentemente ficou demonstrando no I Encontro de Investidores da Diáspora, realizado em Sintra. "Os portugueses estão dispersos por todo o Mundo e em todos os setores da Economia. Triunfaram e podem ser excelentes apoios para a realização de investimentos no estrangeiro", notou, acrescentando que o GAID possui uma base de dados de 6800 empresas de portugueses dispersas pelo Mundo.
O governante referiu ainda a disponibilidade dos serviços diplomáticos apoiarem os empresários nos seus objetivos de internacionalização. "As centenas de serviços consulares existentes podem ser uma base de apoio na qual possam alicerçar a vossa saída", observou.

INTERNACIONALIZAR ATRAVÉS DE NOVOS MERCADOS

O Secretário de Estado da Internacionalização, Jorge Oliveira, referiu que o governo pretende trabalhar em articulação com as empresas e as associações empresariais para fomentar a internacionalização da economia portuguesa. Referindo que as exportações nacionais partem cada vez mais para a União Europeia (77 por cento do total), o governante referiu que os países comunitários não são, contudo, aqueles onde o apoio à internacionalização é mais necessário porque as regras e leis são mais parecidas com as nacionais e a informação é fácil de obter.

Perante esta situação e as dificuldades económicas de países com os quais temos afinidades linguísticas em África, ou na América Latina, Jorge Oliveira preconizou uma internacionalização voltada para países emergentes da América Latina como o México ou a Colômbia, mas também para a Ásia.

Neste sentido o governante partilhou com a plateia planos do Governo para envolver as pequenas e médias empresas na criação de centros logísticos na China, que depois poderão ser articulados com a venda através da internet para algumas áreas metropolitanas de grande dimensão naquele país.
"Isoladamente as pequenas e médias empresas não conseguem entrar naquele mercado, mas com a ajuda da diplomacia económica e a trabalhar em conjunto, poderemos criar um projeto único e benéfico para todos", asseverou.

Jorge Oliveira convidou os empresários locais e as associações empresariais a envolverem-se no projeto que está a ser articulado com a entidade chinesa Fórum Macau. E concluiu, referindo a importância "de se juntarem ao projeto muitas pequenas e médias empresas. Em primeiro lugar porque o mercado chinês necessita de uma grande quantidade de produtos para ser abastecido e, em segundo lugar, porque as pequenas e médias empresas têm uma grande importância na dinamização da nossa economia e na criação de emprego".

TROCA DE IDEIAS

Houve ainda um período de intervenções do público, no qual os empresários participaram. Estes referiram a necessidade de mais informação sobre os mercados externos, mais apoios para a exportação sob a forma de seguros de crédito e de incentivos às missões empresariais ou a criação de espaços de exposição no estrangeiro tendo sido igualmente referida a necessidade de se fomentar a promoção e cooperação com países de língua oficial portuguesa.

A OPINIÃO DE ALGUNS PARTICIPANTES

"Foi um encontro muito positivo. Gostei de conhecer alguns projetos e serviços que existem para nos apoiar e apreciei a maior abertura e preocupação manifestada com o apoio aos empresários"

Manuela Pereira, empresa Manuela & Pereira Confeções

"Esta reunião foi muito útil. Foi importante para refletirmos sobre como comunicar com mercados externos e acerca da forma de podermos ter apoio da AICEP e de entidades governamentais, incluindo da diplomacia"

Álvaro Carrilho Belo, empresa Indumeca

"Este encontro valeu pela partilha de conhecimentos e de pontos de vista. Percebemos que unidos e em cooperação podemos ter escala para encarar mercados maiores e mais competitivos"

José Lima, vereador dos Assuntos Económicos da CM Baião

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